Entrevista com Sergio Cipullo - CBN Grandes Lagos
No programa publicado em 11 de abril de 2026, conversamos com Sérgio Cipullo para uma conversa aprofundada sobre a trajetória da publicidade nas últimas décadas. Com mais de 35 anos de experiência, o convidado revisita desde os processos analógicos dos anos 1990 até o cenário atual, marcado pela inteligência artificial, trazendo reflexões práticas sobre estratégia, construção de marca e consistência no marketing.
Entrevista Transcrita
Samilo Lopes: Muito bom dia, seja bem-vinda, seja bem-vindo ao Bora Falar de Marketing deste sábado, dia 11 de abril de 2026. Eu sou Samilo Lopes e hoje vamos falar sobre uma trajetória que acompanha praticamente toda a evolução da publicidade moderna. Estou aqui com Sérgio Cipullo. Sérgio, muito bom dia, obrigado pela sua presença.
Sérgio Cipullo: Bom dia, Samilo. Obrigado pelo convite. Obrigado a toda audiência que está nos acompanhando.
Samilo Lopes: São quantos anos de trajetória?
Sérgio Cipullo: São praticamente 36 anos nessa jornada.
Samilo Lopes: Então vamos começar do começo. Como foi essa formação lá nos anos 90?
Sérgio Cipullo: No início dos anos 1990 eu fui para São Paulo estudar publicidade e propaganda na FAAP. A formação naquela época era muito diferente do que existe hoje. Tínhamos muita prática, desenho manual, escrita e uma base forte de teoria da comunicação, que chegava perto da filosofia. Isso deu uma base muito sólida para quem se formou naquele período.
Além disso, começávamos a trabalhar cedo. Fui buscar estágio já no primeiro ano, depois emprego, fiz pós-graduação em marketing na ESPM e fui conciliando teoria com prática. Isso ajudou muito.
Samilo Lopes: E você pegou uma fase em que não existia computador nas agências.
Sérgio Cipullo: Exatamente. Trabalhei em agências onde não existia tecnologia digital. O trabalho era manual. O artista montava um anúncio colando letras e imagens, tudo na mão, e depois aquilo era fotografado para virar impressão.
Quando os computadores chegaram, houve uma mudança grande. Lembro de uma reunião onde foi explicado que o processo mudaria, haveria um período de transição e treinamento, mas sem garantia de quanto tempo o modelo antigo continuaria.
Aquilo acendeu um alerta: quem ficasse preso à ferramenta e não ao conceito poderia ser substituído.
Samilo Lopes: E isso conecta diretamente com o momento atual, com inteligência artificial.
Sérgio Cipullo: Totalmente. A lógica é a mesma. A ferramenta muda, mas o conceito permanece. Inteligente é quem usa a ferramenta a favor do propósito.
Se você não tiver clareza do que quer, não adianta. Isso vale para equipe, gestão e IA. Prompt ruim gera resposta ruim.
Samilo Lopes: Inclusive, muitas vezes o problema está na forma como o gestor se comunica.
Sérgio Cipullo: Sim. Se você não sabe pedir, não vai ter boa resposta. Clareza é fundamental.
Samilo Lopes: Vamos trazer isso para o presente. Como surgiu a SMKT?
Sérgio Cipullo: A SMKT surgiu na véspera da pandemia, já em um cenário desafiador. Veio com uma filosofia muito clara: trabalhar construção de marca.
Acreditamos que desenvolver marcas de forma estruturada cria uma base sólida. Você pode até fazer promoção ou desconto, mas quando a marca é forte, você não depende disso. Uma marca bem construída protege o negócio e reduz impactos de mudanças de mercado.
Samilo Lopes: Isso toca muito no problema do imediatismo.
Sérgio Cipullo: Exatamente. Muitas empresas querem resultado rápido, mas não constroem base. Sem base, qualquer oscilação afeta mais.
Samilo Lopes: E vocês têm vários exemplos práticos dessa construção.
Sérgio Cipullo: Sim. Um exemplo é o Consórcio Canopus, onde trabalhamos comunicação voltada para planejamento e conquista.
A Expresso Itamarati também é um cliente de longa data, com diversas frentes de atuação. Já desenvolvemos campanhas, ativações e ações em eventos.
Temos também a Satine Joalheria, com projetos editoriais e campanhas, e a Casa do Construtor, com ações de varejo e relacionamento.
Além disso, atendemos instituições como Start, Colégio Jesus Adolescente e Anglo Catanduva, além de projetos fora do Brasil.
Samilo Lopes: Isso mostra uma construção de longo prazo.
Sérgio Cipullo: Exatamente. E isso só acontece com consistência.
Samilo Lopes: Para fechar: o que define sucesso ou fracasso no marketing?
Sérgio Cipullo: Base estratégica. Empresas que investem em marketing estruturado constroem consistência. Quem tenta fazer tudo sozinho, sem estratégia, tende a ter dificuldades.
Não é sobre ter picos de resultado. É sobre construir algo sólido ao longo do tempo.
Samilo Lopes: E isso exige disciplina.
Sérgio Cipullo: Principalmente nos momentos difíceis.
Samilo Lopes: Para quem quiser conhecer mais, onde encontrar a SMKT?
Sérgio Cipullo: No site smktpropaganda.com.br e nas redes sociais. Lá tem nossos cases, nossa história e nossos valores.
Samilo Lopes: Sérgio, muito obrigado pela sua participação.
Sérgio Cipullo: Eu que agradeço. Foi um prazer.
Conclusão editorial
A entrevista com Sérgio Cipullo mostra que mesmo com todas as mudanças tecnológicas, o marketing continua dependendo de base bem feita. Ferramentas mudam, mas estratégia e consistência seguem sendo o que sustenta resultado. Empresas que trabalham marca com método conseguem atravessar melhor os ciclos do mercado. Já quem atua só no curto prazo tende a depender de ações pontuais e instáveis.
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