Entrevista com Leonardo Gonçalves - CBN Grandes Lagos

Samilo Lopes • 3 de fevereiro de 2026

Neste programa, publicado em 24 de janeiro de 2026, conversamos com Leonardo Gonçalves, da Sevisa, sobre o papel dos seguros e dos benefícios corporativos como estratégia de gestão de pessoas, relacionamento e fortalecimento de marca nas empresas.

Entrevista Transcrita

Samilo Lopes: Leonardo, para começar, conta pra gente um pouco sobre a Sevisa e sobre a tua trajetória no mercado de seguros.


Leonardo Gonçalves: Obrigado, Samilo. É sempre um prazer conversar sobre o que a gente gosta e sobre o que a gente faz. O mercado de seguros é muito amplo. A Sevisa completou 25 anos de operação como CNPJ. Os fundadores já atuavam antes como pessoa física, mas a Sevisa, enquanto empresa, tem 25 anos. Eu estou no mercado há 15 anos.


A Sevisa é uma corretora multirramo. Quando a gente fala em multirramo, é porque opera tanto nos ramos mais tradicionais — como seguro de carro, seguro residencial, seguro empresarial, prédios empresariais e responsabilidade civil — quanto naquilo que é a nossa especialização, que são os benefícios corporativos.


Trabalhamos com plano de saúde, plano odontológico, seguro de vida, vale alimentação e refeição, previdência empresarial. É uma corretora com uma expertise grande. São muitos ramos, muitos produtos, e cada produto exige um tipo diferente de marketing e de direcionamento para o cliente.


Samilo Lopes: Quais são as principais marcas com as quais vocês trabalham hoje?


Leonardo Gonçalves: Hoje a gente pode falar das grandes seguradoras do mercado. Trabalhamos praticamente com todas: Bradesco Seguros, Porto Seguro, Allianz, Unimed, Amil, SulAmérica. Quando eu falo “principais”, é no sentido de solidez e segurança. Seguro precisa ter solidez por trás.


Samilo Lopes: E quando você fala em solidez, o que isso quer dizer na prática?


Leonardo Gonçalves: O seguro é uma promessa. Quando a pessoa contrata um seguro, ela está confiando no que eu estou falando para ela. Por isso nós, como corretores, precisamos trabalhar com seguradoras sólidas. A pessoa está contratando um papel que diz que, se acontecer alguma coisa no futuro, aquela empresa vai honrar o compromisso.


Então buscamos seguradoras robustas, com caixa forte, número grande de clientes e experiência de entrega. Isso é fundamental.


Samilo Lopes: O atendimento também evoluiu muito, né? Antigamente acionar um sinistro era sempre uma dor de cabeça.


Leonardo Gonçalves: Com certeza. Como todos os mercados, o mercado de seguros teve que se desenvolver muito rápido, principalmente por conta do home office e da pandemia. Hoje os acionamentos de sinistro são muito mais tecnológicos.


A inteligência artificial já entrou forte nos atendimentos. Antes o chat era algo muito robotizado; hoje a interação é mais inteligente, trazendo respostas mais completas e rápidas para o usuário final. Isso facilitou tanto a vida do cliente quanto a nossa, como corretores, para dar assessoria.


Samilo Lopes: Até porque a gente contrata algo que não quer usar.


Leonardo Gonçalves: Exatamente. A gente compra algo que não deseja utilizar. E quando precisa usar, normalmente está em um momento de sensibilidade e vulnerabilidade. Por isso o papel do seguro é muito diferente de comprar algo por desejo.


E trazendo isso para o marketing, uma das nossas premissas é a segurança. Como eu estou vendendo um papel, eu preciso criar um elo de confiança com o cliente. Ele precisa confiar que, se algo acontecer lá na frente, ele confiou em mim.


Samilo Lopes: E isso é satisfatório do ponto de vista da venda?


Leonardo Gonçalves: É satisfatório na questão da confiança e do relacionamento. A maior ferramenta de marketing no mercado de seguros é essa: confiança. São pessoas que confiam no que a gente fala.


No mercado corporativo, essa relação é ainda mais forte. Diferente do consumidor final, que muitas vezes troca de seguro com mais facilidade, no corporativo se constrói uma relação de longo prazo.


Samilo Lopes: No B2B isso muda bastante, né?


Leonardo Gonçalves: Totalmente. No corporativo, a gente faz estudos mais aprofundados. O cliente chega com uma demanda, muitas vezes mais complexa. A gente analisa várias seguradoras, desenha uma solução e constrói isso junto com o cliente.


Não é um produto pronto. É um plano de ação construído a quatro mãos. O cliente opina, ajusta, participa. Isso gera uma personalização muito maior.


Samilo Lopes: E a utilização dos benefícios é muito mais frequente.


Leonardo Gonçalves: Muito mais. No corporativo, sinistros e utilizações acontecem todos os dias. Diferente da pessoa física, aqui acontece com recorrência. Isso deixa muito claro o papel do corretor.


Nosso papel é proteger o sonho do cliente, proteger o patrimônio financeiro, físico e os colaboradores. Não é só vender um produto.


Leonardo Gonçalves: Eu costumo brincar que nenhum jovem de 14 anos sonha em ser corretor de seguros. Mas o que me apaixonou nesse mercado foi acompanhar a evolução das empresas clientes.


Você vê o cliente crescer, contratar mais pessoas, demandar novos benefícios. E você cresce junto com ele. Nosso papel é acompanhar o cliente durante toda a vida dele, principalmente no momento empresarial.


Samilo Lopes: Fala um pouco da parte mais técnica dos benefícios.


Leonardo Gonçalves: Quando um cliente contrata um plano de saúde, a gente analisa utilização, libera cirurgias, acompanha exames periódicos, incentiva exames preventivos, faz campanhas, palestras em CIPA.


Hoje a demanda maior é análise de dados para que o benefício seja usado da melhor forma possível, com menor custo para o cliente. Nosso papel é orientar e proteger durante todo esse trajeto.


Samilo Lopes: Quais são os principais benefícios corporativos hoje?


Leonardo Gonçalves: O principal ainda é o plano de saúde, e ele precisa ser bom. O convênio odontológico agrega muito valor e é barato para o empresário. Pequenas empresas conseguem oferecer e se diferenciar.


O seguro de vida é uma proteção enorme para a empresa. Já vi casos em que a família de um colaborador foi tão bem amparada que isso gerou reputação positiva para a empresa.


Para empresas maiores, a previdência empresarial cresce muito como ferramenta de retenção. Vale alimentação, vale refeição, passes de academia e psicólogos online também ganharam força.


Samilo Lopes: Isso vale só para grandes empresas?


Leonardo Gonçalves: Não. Uma pequena empresa pode se diferenciar oferecendo um benefício simples, como um odontológico de R$ 15 por colaborador. Com menos de R$ 50 por mês, ela já se destaca das concorrentes do bairro e retém talentos.


Samilo Lopes: Benefícios são só para CLT ou também para PJ?


Leonardo Gonçalves: Todos os benefícios podem ser contratados para PJ. Depende do modelo de contratação. Pode ser pelo CNPJ principal com subfaturas ou cada PJ contratando individualmente com repasse. É só conversar e desenhar caso a caso.


Samilo Lopes: Leonardo, muito obrigado pela participação. Deixa teus contatos.


Leonardo Gonçalves: A Sevisa fica em São José do Rio Preto, no Jardim Europa, Rua São Carlos, 333. Estamos no Instagram como @sevisacorretoradeseguros. Telefone (17) 3234-6602. Estamos sempre à disposição.


Conclusão editorial


A conversa com Leonardo Gonçalves mostra como seguros e benefícios corporativos evoluíram para além da proteção. Quando bem estruturados, tornam-se ferramentas estratégicas de marketing, gestão de pessoas e construção de marca empregadora. Em um mercado competitivo, cuidar das pessoas é também uma poderosa forma de comunicar valores.

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