Entrevista com Nathália e Guilherme Grecco, da Greco Joalheria - CBN Grandes Lagos

SAMILO LOPES • 20 de setembro de 2025

Neste programa, publicado em 20 de setembro, conversamos com Nathalia e Guilherme Grecco da Grecco Joalheria, explicam como transformar histórias em joias, equilibrar tradição e inovação, e construir marca num setor cauteloso.

Entrevista Transcrita


Samilo Lopes: Para começar, contem rapidamente a história da Grecco Joalheria e como vocês chegaram ao varejo.


Guilherme Grecco: Meu pai está no ramo há cerca de 40 anos, vindo do atacado. Eu entrei há 12 anos e, há 2 anos, abrimos a Grecco Joalheria focada no varejo. A Natália entrou como sócia, trazendo a parte criativa que me faltava. Saímos de peças “de mercado” para um trabalho de criação própria e exclusividade: o cliente chega com uma ideia e nós desenvolvemos a joia sob medida. Atendemos varejo (onde nasce a maioria dos pedidos exclusivos) e também lojistas, inclusive fora de SP.


Samilo Lopes: Vocês fizeram um evento na Ark Design. O que aconteceu por lá?


Nathalia: Fizemos um encontro fechado para clientes, com coquetel e lançamento de peças. O ponto alto foi ter um designer desenhando joias ao vivo a partir das memórias das pessoas. Muita gente chegava com histórias — “eu tinha uma peça da minha avó” — e o designer traduzia aquilo no papel. Como o evento era aberto, atraímos público de outros estandes: o boca a boca funcionou muito.


Guilherme Grecco: Esse movimento conversa com a busca atual por exclusividade e nostalgia. Com mais informação e pesquisa online, o cliente quer modelos únicos e sua assinatura pessoal. Um exemplo: o arquiteto Bruno pediu um anel que refletisse o ambiente que ele criou — tijolinhos aparentes viraram textura e cordas viraram elemento do design.


Samilo Lopes: No marketing de joias, quais são as travas mais comuns — e como vocês lidaram com elas?


Natália: É um mercado cauteloso, com público de alto poder aquisitivo, portanto caro de atingir via tráfego. Vínhamos de uma cultura do atacado, pouco dada à exposição. No varejo tivemos que superar o receio de “colocar a cara” nas redes. Nosso primeiro evento aberto foi uma destrava — deu certo e mostrou que a marca precisa aparecer. No dia a dia, cada cliente tem um perfil; é aprendizado contínuo.


Samilo Lopes: Como vocês equilibram crítica profissional e sensibilidade de quem cria?


Nathalia: É importante separar pessoa e produto. A discussão é sobre a joia, não sobre quem a fez. Ajuda a evoluir sem levar para o lado pessoal.


Samilo Lopes: E o e-commerce? Pretendem vender online?


Guilherme Grecco: Estamos estudando com cautela por causa de fraudes (trocas indevidas, derretimento, devolução etc.). Por ora, seguimos com site institucional e venda pessoal, que nos permite entender exatamente o que o cliente deseja. A sociedade se completa: eu fico mais no atendimento presencial/técnico e a Natália na criação/online. Sistemas antifraude existem e evoluíram, mas encarecem a operação — por isso, avançamos devagar.


Samilo Lopes: E as redes sociais?


Natália: Hoje priorizamos fotos em estúdio; estou trabalhando para aparecer mais em vídeo/stories (a timidez pesa). Há muita curiosidade do público: diferenças entre diamante, safira, quartzo, valores, significados… tem conteúdo de sobra. O desafio é tempo: equilibrar empresa, influência e marketing.


Samilo Lopes: Falando de produto, o que vocês oferecem e o que mais sai?


Guilherme Grecco: Trabalhamos com ouro 18k (padrão do Brasil, próximo ao italiano) e pedras naturais. O diamante natural continua sendo o mais desejado. Nossa proposta é exclusividade + autenticidade: emitimos certificados (teor 18k, etc.) para reforçar confiança e qualidade.


Samilo Lopes: Onde encontrar vocês e que serviços extras oferecem?


Nathalia: Instagram: @greccojoalheria (Grecco com dois “c”). Fazemos curadoria de peças antigas — avaliamos teor, identificamos semijoias e orientamos usos e reformas. Aliás, recebemos agora há pouco um feedback do Edson, elogiando a qualidade e excelência dos produtos. Gratidão!


Samilo Lopes: Para fechar: uma frase que resume a visão da Grecco?


Guilherme Grecco: Exclusividade com autenticidade.

Natália: Histórias reais viram joias.

Conclusão editorial: : A Grecco Joalheria aposta na personalização e no atendimento próximo para unir tradição e inovação num mercado exigente. Entre eventos que transformam memórias em design, presença digital com conteúdo educativo e decisões prudentes sobre e-commerce, Natália e Guilherme mostram como construir marca com credibilidade — do ouro 18k e pedras naturais aos certificados que sustentam confiança no luxo.

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